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Templates by Marina
um canto com tantas correspondentes e mesmo assim posts são milagres?!
não por falta de assunto, creio veemente nisso.
são vidinhas tão coloridas, confusas e divertidas quanto uma saia de fantasia junina. um pouco piegas e exageradas, sim! ainda assim fascinantes e encantadoras, de um jeito inusitado e irresistível...
...pelo menos pra quem percebe a beleza nas coisas mais simples, nos tecidos de chita desse mundo tão polido e
(sinceramente)
cinza.
então por isso não faz sentido que as multifacetadas correspondentes desse blog, mocinhas que partilham essas vidas de chita SIMPLESMENTE desapareçam daqui.
hunf. e tenho dito!
Preciso me afastar de toda e qualquer pessoa nociva
(anotou de caneta vermelha,como forma de lembrete.Mentira, tá muito mais pra dívida pessoal. Anotou na primeira folha do primeiro dia no primeiro mês da agenda 2006)
isso teoricamete deveria ser um texto dissertativo impessoal
(tá muito mais pra desabafo, teu chefe não vai gostar nada nada Clementina!)
tá bem, dane-se a impessoalidade por hora...
(vá pedir pertences antigos à senhora sua mãe, vá chorar as pitangas no ombro da sua tia, e vá celebrar seu mais novo amor, que provavelmente se chamará Maria ou derivado, posto que sei de sua obcessão e compulsividade pelo nome;com a sua vizinha. Ahh e vá falar pra dançarina-modelo-atriz que ela seria uma boa mãe! Não eu! )
Sim, e ele ainda por cima diz que meu cabelo tá...err..bonito
" - Parece uma camponesa arrependida, mas ficou bom"
boa noite senhoras e senhores
(pulem de um pé só, e vá pro olho , da RUA!)
- E aí como vc tá?
- Ah, to bem demais! E tu?
- Bem tb, levando a vida...vc sabe né? Trabalhando muito, sempre.
- ...é, sei sim...
- Ah, antes que eu esqueça, toma a lista das pessoas que vão na viagem. Repassa pro Júnior tá?
- Sim, tranquilo...
(despedida corriqueira e desespecial - é, inventei agora,bonito ficou, não? combina com minha bolsa nova...que por sinal, ele nem deve ter notado! =/)
(olhei o papel com os nomes, escrito com caneta bic, assim nas pressas, a letra não nega)
*Marcos
*Pedro
*Joana
*Camila
*Jisella
...
(para, respira...! meu nome tava com grafia bonita! olha , e nem era o primeiro! não tem preguiça que justifique isso..o meu devia ser o quinto ou sexto nome! e só meu tinha grafia bonita... )
risk risk risk...
- Júnior toma, a lista do pessoal que vai pra viagem...
(passei a limpo... claro. Eu sei que aquela grafia bonita só no meu nome há de ser um bom sinal...)
não quero ser pega de surpresa
não quero não-saber
não quero não-saber
não quero gastar minha energia com besteiras
não quero gastar minha energia com besteiras
não quero gastar minha energia com besteiras
não quero sonhar em vão
não quero sonhar em vão
não quero sonhar em vão
não quero sonhar em vão
não quero sentir saudades
não quero sentir saudades
não quero sentir saudades
não quero sentir saudades
não quero sentir saudades
quem sabe pensamentos de negação em progressão aritmética funcionem.
vinha andando pela rua, um tanto distraído com os sons das buzinas e o céu azul ameaçador atrás das nuvens cinzas.
quase tropeçou no rapaz debruçado sobre a calçada.
- ei amigo, desculpa, quase te atropelo!
mas o rapaz não esboçou reação, preocupadamente olhando cada fresta e rachadura no cimento.
- ihhh...perdeu alguma coisa?
- .... - respondeu o moço. aparentemente sua busca era muito importante.
a essa hora já estava parado, esquecido do caminho que seguia.
- moço, quer ajuda pra achar o que procura?
como não houve resposta mais uma vez, começou a procurar junto.
o rapaz, se o viu, fez que não percebeu. se não viu, isso já não importa.
o dia passou pra noite, de céu escuro ameaçador sem nuvens.
e ali ficara, procurando nas mesmas frestas e rachaduras, no mesmo ponto da calçada suja.
olhou para seu lado, o 'dono' da suposta coisa perdida, concentrado ainda a procurava.
- tsc. - e foi o primeiro som que o moço fez, único som, pois quando viu, o outro já partia.
- ei amigo! agora espera! passei a tarde ajudando você a procurar! vai desistir assim, depois de tanto tempo?!
- ahn? - o rapaz respondeu. - procurando o quê? não estava procurando coisa alguma! endoideceu?!
fazendo um gesto circular ao lado da cabeça com o dedo, foi-se embora, deixando pra trás a calçada, as frestas e rachaduras...
...e um rosto atônito.
eu jurava que já tinha visto tudo nessa vida (coisa de pessoas hiperbólicas)
mas um dia de mãos seguradas, daqueles que ninguém entende e quando se fala ninguém, ler-se ninguém mesmo!!
pq aqueles que entendem são alguéns, se é que me entendes?!
...voltando ao dia das mãos...então, aquele dia teve cheiro de brisa de mar e areia áspera na mão, daquelas que a gente aperta bem para que a sensação seja maior que a do aperto no peito, sensações confusas, sentimentos conflitantes, olhar no horizonte dividido.
-ei, volta!! ihaaaa!! (é assim que se manda burrinhos fujões pararem, né?!)
*alguém aí entende de burrinhos fujões?
era uma noite comum, numa semana comum.
até o ato era comum.
- Oiii.
- Oiii.
o abraço que seguia sempre era comum.
abraço de um braço só, de lado assim, sem nem relar muito.
mas naquele momento comum, numa fase de lua comum
[lua minguante, talvez]
num trecho de tempo tão comum que nem se pode registrar...
algo mudou.
foram dois braços.
e estranho, sem nem largar nem apertar.
uma parte deu um desabraço desconfortável, cutucões na cintura.
a outra parte desabraçou estranhando, uma certa eletricidade no corpo.
e tudo que se seguiu
[e se segue]
desde então, tudo é incomum.
vá lá saber.
mistérios do inconstante abraço elétrico.
... e viu tudo mudado.
a árvore crescera, levando lá pro alto seus frutos. tão alto que nem dava mais pra alcançar.
lembrou de quando tudo era só sementinha encarafuchada na terra, germinando devagar e tímida. lembrou que costumava conversar, pra acelerar o crescimento.
e como a árvore agora estava até crescida por demais, resolveu conversar pra acelerar a colheita.
mas os frutos não reconheceram sua voz. permaneceram inertes; somente a mais fina brisa do vento podiam movê-los.
não pôde, então, deixar de sentir desapontamento.
oras, tinha viajado pra aprender mais sobre seu ofício e quando retornou a árvore havia esquecido!
tão injusta às vezes, essa vida de agricultor.

fecho os olhos, espiando tudo por dentro.
oras, mas é nada!
sim, é nada.
mas olhar bem fundo nos olhos
-não os meus, os do nada-
traz a possibilidade de saber.
pode-se desligar todas as imagens que retém o pensamento.
sentir.
sinto.
por isso fecho os olhos.
porque abertos, não vêem o menor sentido.

Palhaço tem segredo?
Apois lhe digo que tem!
Ou não seria palhaço e sim mágico.
Se é que me entendes!
*eu com mania de fotos...mas "juro" que não exagero.
*ei! povo que passa por aqui.
"Somos 4", lá na rua 24, a mulher matou um sapo, com a sola do sapato, o sapato encolheu, a mulher morreu, o culpado foi aquele que se mexeu!!
Segredo de palhaço?
...
pegou em sua mão e disse.
"coisa bonita não é pra ser dita e sim sentida".
a fez partir, com lágrima enroscada no olho pensou.
"antes esquecer do que magoar".
nunca foi coerente.
tinha uma doçura incoveniente
sorrisos desmantelados
e abraços despretenciosos.
hablava um dialeto esdrúxulo
taxativa, futilizava todos em torno.
torço-lhe o nariz
mas ela me sorri melosa, chama de Breno-meu-bem...e inevitavelmente lhe revelo minhas entrelinhas.
Então é Natal!
E as ruas têm cheiro e cores de Dezembro
As pessoas passam menos fome, são mais justas, mais honestas, tem mais saúde...
- Corta!
*grita o diretor do comercial pastelão,das empresas UShit que por sua resolveu investir em publicidade e vincular uma propaganda original(atentem para o ORIGINAL!)
-Acho que o sorriso desses guris tá meio amarelo...e num tinha umas crianças loiras não?
*retruca discretamente o cliente Uchton para o diretor...
-Coffe Break!
*começa uma reunião para seleção de outras crianças que correspondam ao desejo do cliente.
*Então é Natal, e a agência Booze finalizou o comercial que será vinculado em breve!
*#* Mulheres grávidas , meninas saradas siliconadas(e loiras) segurando à mão pirralhos morenos,asiáticos, e um ou outro loirinho(a reunião não surtiu efeito e não foi possível arranjar pirralhos loiros).Todos sorridentes ao extremo sustentando seus sorrisos amarelos-ou-não.Aparecia a mensagem natalina narrada por uma mulher-não-nordestina(pq vc bem sabe,sotaque é é feio pra comercial!)*#*
Acima o roteiro do comercial Natalino.
Que numa necessidade de desvincular o nome das empresas UShit ao escândalo onde um funcionário(por sua vez filho do dono das empresas) havia assediado sexualmente uma menininha que estudava em um de seus estabelecimentos.
E claro,também enaltecer o espírito Natalino!
hou hou hou!
...pq as terças ainda guardam resquícios de cores da segunda e segundo ela, ainda longe do encontro sagrado.
-chegou cedo da escola! teve aula, não?
-a professora liberou mais cedo, tinha compromisso inadiável.
Droga de vida!
Indagava a existência da felicidade por um momento de angústia. Mas pq não aparecera? Era ela assunto dispensável na pauta do seu dia?
Tudo ficava amargo na língua, engolido num gole seco virando redemoinho na cabeça . Será que ele estava vestido de verde?
Pensa doce!
Pensa doce!
Pensa doce!
Agora entendera o porquê da “desandança” ...
era terça.
(pong!)